sexta-feira, 30 de abril de 2010

Assalto

A cidade embaçada abaixo.
O céu girando acima.
Mas depois disposição, o impulso.

E desce correndo.

Vai pelas sombras.
Só precisa de um momento.
Não precisa olhar muito.
Mas não é agora.

Vê as meninas brilhando.
Elas brilham muito forte.
Ele aparece.
Ele traz a verdade.
O vômito de volta para a boca
e até o estômago.
E se faz cheiro de medo,
Ele é o senhor.
E se faz cheiro de ódio,
Ele já saiu de lá.

Antes da terra,
debaixo do próprio jardim,
as famílias mandam homens cavarem.
Os homens sujam as mãos
e quebram os dedos e as unhas
para construir um inferno mais fundo
do qual ele jamais possa retornar.

Pensam que ele é um homem
Mas fazem dele um vulcão.

2 comentários:

Cosmicídio Atômico disse...

Caralho, Werly, tu tá inspirado. Todos os últimos posts tão fodas. Muito bons mesmo.

anonimo disse...

incrivel